jan 10, 2014

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Abiku Axé

Abiku Axé

Abiku Axé Milho, mandioca, feijão fradinho, amendoim nas mãos de mãe África viraram rituais. Nas mãos das pretas velhas, alimento da resistência negra. Angu, pipoca, canjica, manjar, paçoca, mingau, farofa, acarajé, abará. Iguarias que nasceram na senzala, para agrado das entidades protetoras, alimentaram filhos de santos e filhos de muita casa grande.

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O candomblé, religiosidade encurralada entre crucifixos, é palavra e invenção brasileira. Tão brasileira que mesmo cristãos mais fervorosos têm conhecimento de mandingas, simpatias e almoçam alguns desses pratos diariamente, sem saber de sua origem. Pai Jaques, que nos explica sobre a culinária dos santos, nasceu no interior Bahia. Filho de abiku, foram as mãos de Iansã, recebida na matéria da parteira, que retiraram a criança com vida do parto complicado. Resistiu aos 7 dias, aos 7 meses e aos 7 anos. Assim, diz a crença, se não morreu cedo, será vida longa com a força da morte.

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Depois de rodar o Brasil, com 50 anos de feitura zelado por Obaluaê, ele assentou seu terreiro em Juiz de Fora. Casa de caboclo e de boiadeiro, nos dias de função frequentam o Caboclo Pedra Preta, Caboclo Guarani, Caboclo Laje, Caboclo Laje Grande, Caboclo Sultão das Matas e Seu Boiadeiro, moradores da Aldeia Lírio do Céu.

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