ago 21, 2017

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Povo Truká, segunda inspiração

Povo Truká, segunda inspiração

Chegando para morar na Paraíba em 2013, fui trabalhar com o povo Truká no sertão de Pernambuco, afim de observar suas experiências sociais e culturais na beira do rio São Francisco e os impactos e as questões que a embocadura do canal da transposição do rio causou entre eles.

Nestas andanças pelo sertão e com meus amigos turkás conheci a casa de taipa. Muito comum no interior, menos do que a um tempo atrás. Muito comum também entre os potiguaras no Litoral Norte da Paraíba.

Trabalhei junto com eles na construção de uma oca para rituais e tive a oportunidade de experimentar pela primeira vez a dinâmica da construção. Da algaroba retirada no mato, a palha para o telhado, o barreado até o ritual religioso que vivemos dentro do espaço construído.

Entre os benefícios compensatórios que receberam, por conta do projeto de transposição das águas do rio, estão diversas casas de alvenaria projetadas pelo governo. Alguns gostam, mas outros se recusam a deixar suas “casas de barro” para morar nas “casas do minha casa minha vida”.

A mudança de moradia, além de uma transformação material, tem um sentido simbólico, para uns significa uma melhoria de vida, para outros um distanciamento da tradição. Todos dois provocam uma transformação consistente no modo de viver.

 

Foto 1- uma casa de taipa bem típica, sem reboco:

1-casa de barro

Foto 2- uma parede sendo feita, apresentando o enxaimel de algaroba, as varas de marmeleiro ou de jurema e o barro:

2-Parede

Foto 3- a oca de taipa e cobertura de palha (praticamente inexistente entre as casas de taipa de hoje):

3-Oca

Foto 4- a oca e o terreiro onde se celebra o ritual sagrado do Toré:

4-Oca

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