jun 18, 2010

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Caxambu de Miracema

“Boa noite povo, como vai e como está?
Boa noite povo, como vai e como está?”
Estendendo nossa pesquisa para além da Zona da Mata Mineira, encontramos na região Noroeste Fluminense um importante folguedo numa cidadezinha, Miracema. É de lá que Dona Aparecida Ratinho e seu neto Rogério tocam seu Caxambu.
“Quem quiser pode vir, pode vir. Pra proteger Iorubá, Iorubá
Hoje a terra vai tremer, ô se vai tremer, quando o jongueiro chegar”

“Quero ver quem dirruba o pau, sem mexer com a minha família
Quero ver quem dirruba o pau, sem mexer com a minha família”
Ao som de atabaques, a caxambuzeira Dona Aparecida vai puxando os pontos. Estes são versos inventados na hora, passados pelos ancestrais ou criados nas novas gerações, que vão se transformando em músicas animadas e por vezes engraçadas, com o refrão sendo repetido com muita festa pela massa.
“Ai se urubu fosse galinha, quantos urubus ce tinha?
Se urubu fosse galinha, quantos urubus ce tinha?

“Oi abre a roda muié, é que homem não sabe rodá
Oi abre a roda muié, é que homem não sabe rodá”
O povo se forma numa grande roda e vão dançando, cantando e batendo palmas em volta do jongueiro que está cantando o ponto e dançando com quem se anima a entrar na roda.
“Adeus, adeus, adeus já vou me embora

Fica com Deus, vamo com Nossa Senhora…”

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