abr 2, 2013

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IV Forum de Culturas Populares da Zona da Mata

IV Forum de Culturas Populares da Zona da Mata

 

O IV Fórum das Culturas Populares da Zona da Mata mineira apresentou uma continuação e um amadurecimento dos debates de outros encontros.
Nas edições anteriores destacamos que a cultura é meio de transformação social, política e econômica e que agir pela cultura popular é agir politicamente para transformar as relações sociais concretas e humanizar a sociedade. Para tal, duas estratégias são fundamentais: saber ouvir as pessoas e os grupos e divulgar seus saberes e os sentidos de suas manifestações. Por outro lado, é importante que nos mobilizemos para garantir acesso aos recursos financeiros para os grupos tradicionais e fomentar políticas públicas continuadas para eles.
As conversas motivadas por André Brasilino, Rosemary Gonçalves e Pai Jaques trouxeram para o IV Fórum estas mesmas questões através da partilha de suas experiências concretas e cotidianas com as Folias de Reis e com o Afoxé em Juiz de Fora. Destacaram em suas falas não apenas as dificuldades do acesso aos recursos financeiros, mas também a luta pelo respeito de suas tradições, contra o preconceito e a discriminação espalhados pela sociedade e muitas vezes motivadas pelo próprio poder público local.
Em Leopoldina temos enfrentado duras penas para garantir o acesso aos recursos municipais através das leis de subvenção. Embora tenhamos conseguido aprovar na Câmara Municipal propostas favoráveis, nem sempre o poder executivo tem honrado com essa ação de valorização da cultura tradicional local. Essa tem sido nossa luta!
De todas as conversas e depoimentos dos participantes destacamos o esforço de todos pela união interna das comunidades, pela sua organização e pelo acesso continuado aos recursos em todos os municípios. Como disse seu Turino (mestre da Folia de Reis Estrela do Oriente de Leopoldina) “a cultura tradicional em nossa cidade tá difícil”. Entretanto, mesmo com as dificuldades as Folias estão ativas e continuam trabalhando pela defesa de um fazer cultural que garante a nós leopoldinenses, juizforanos, ubaenses, recreenses, mineiros da Zona da Mata nossa identidade e a preservação de nossa memória e de nossa história.
Na segunda parte dos debates, o coletivo Sem Paredes da Casa Fora do Eixo de Juiz de Fora partilhou sua experiência na formação de redes de ação e trabalho, especialmente com as ferramentas de divulgação na internet. Além de realizarem a cobertura ao vivo pela Pós-TV e pelas publicações de fotos e textos, motivaram a todos com o “Grito das Culturas Populares”, ou seja, a proposta de fortalecermos nossas redes colaborativas na região e além dela através do registro e da divulgação das práticas culturais tradicionais. Reforçamos nossa parceria entre a Associação Cultural Sons da Mata e o Fora do Eixo de Juiz de fora com a proposta de realizarmos juntos o VI Encontro de Tradições Mineiras e o Festival Sem Paredes no segundo semestre e criarmos um programa contínuo no canal Pós-TV sobre culturas populares tradicionais, não somente da Zona da Mata, mas de outras regiões também. Nesse ano tivemos a presença do Coletivo Clarão da Flor do Vale do Mucuri, deixando evidente que a rede de colaboração está se ampliando a partir dessa parceria.
A proposta do Fórum não foi apenas motivar uma discussão política, mas partilharmos anseios, angústias e ideias e ainda celebrarmos a amizade entre todos. Assim, fizemos uma pequena homenagem ao Grupo Folia de Reis Estrela do Oriente, lançando e presenteando a todos com um CD e ao final distribuímos o DVD do projeto Registro do Folclore da Zona da Mata e divulgamos o CD Caixinhas de Memória do grupo musical Sons da Mata. Abrilhantando o cafezinho na varanda da Casa de Leitura tivemos a oportunidade de curtir a exposição fotográfica de Jasmine Giovannini “Serra dos Reis”, sobre a festa da Entrega da Bandeira da Folia da Serra dos Barbosa.
Estiveram presentes no evento representantes de diversos grupos e entidades, além de pessoas interessadas em nossa cultura. André Brasilino da Associação de Folias de Reis de Juiz de Fora, Rosemary Gonçalves e Pai Jaques do Afoxé Niza Njungo Nganga, que motivaram as conversas, contamos com a presença maciça das Folias de Reis de Leopoldina (da Maú, do Dengo, da Serra, dos Colodinos, dos Valdete, do Arraial dos Montes, do Miúdo, de Ribeiro Junqueira, da Lua Clara, Anjo Gabriel), Grupo Folclórico Assum Preto, Caxambu e Mineiro Pau de Recreio, Congado de Rio Branco, Fundação Ilê Asá D’Oyá de Ubá, Afrovita, Oscip Felizcidade, e ainda de professores do Conservatório Lia Salgado, do CEFET-Leopoldina, de estudantes da Uemg e da UFJF, do Coletivo Clarão da Luz de Teófilo Otoni e Carlos Chagas.
Agradecemos aos parceiros Casa de Leitura Lia Botelho pela acolhida, ao Fora do Eixo pela cobertura, ao Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais que patrocinou o evento. Agradecemos a todos os participantes presentes e reiteramos nosso mais profundo respeito e amizade.


O grupo de jovens cinéfilos da Casa de Leitura fizeram ainda mais um vido bacana de assistir sobre o Fórum:

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