mar 18, 2010

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A Lavadeira do Pontilhão

Ruas escuras, encruzilhada, cemitérios à meia-noite em plena Quaresma… é história na certa!

                  Making off – A lavadeira do Pontilhão
 Certa vez ouvi um causo, aqui mesmo nas bandas de Providência, de uma moça muito bonita que iria se casar com um respeitável cavaleiro da região. Já estava tudo preparado para o casório, uma bela festa na roça com muita fartura, os padrinhos e é claro o vestido da noiva, lindo e branquinho como nos sonhos da moça.
             Estação de trem em Providência
Às vésperas do casório, o destemido cavaleiro foi convocado para defender os interesses do Imperador no Rio de Janeiro, não tendo como negar, lá se foi ele prometendo à sua amada que logo voltaria e assim seriam felizes para sempre.
                A moça chorava todos os dias, mas acreditava na volta de seu noivo. E por isso ia ao pontilhão com seu vestido e o lavava com todo primor para que este ficasse sempre branquinho.
Anos se passaram e lá estava ela lavando o vestido no pontilhão à espera do amado. Como já não era tão moça Dona Morte a levou sem que realizasse seu sonho.
Dizem que até hoje é possível ver a moça saindo do cemitério com uma bacia para lavar seu vestido no pontilhão. E o cavaleiro? Esse, dizem que virou porco espinho lá no Rio de Janeiro.
Tem gente que jura que viu, outras preferem dizer que são meras bobagens dos antigos. O fato é que ninguém duvida e, para não ver assombração, apelar para o santo é a melhor saída.     



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